terça-feira, 11 de março de 2014



Para pensar...


Felicidade Realista


A princípio bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.

Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis.

Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor?


Ah, o amor… não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando.

Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo.

Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar a luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.

É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista.

Ter um parceiro constante pode ou não, ser sinônimo de felicidade.

Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.

Dinheiro é uma bênção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.

Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável.

Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno.

Olhe para o relógio: hora de acordar.

É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente.

A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio.

Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se.

Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.


Martha Medeiros

 
CURIOSIDADES:


Você sabe porque o cheiro dos livros antigos atraem tanta gente??


Por causa da Lignino que os livros tem aquele cheiro maravilhoso de baunilha.


A lignina, é uma substância que impede que todas as árvores se curvem, é um polímero feito de unidades que são proximamente relacionadas à vanilina. Quando transformada em papel e conservada por anos, ela cheira bem. E essa é a maneira como a Divina Providência organizou as coisas para que os donos de sebos possam ter cheiro de baunilha, subliminarmente dando uma fome de conhecimento em todos nós


Curioso não é mesmo?

CASAMENTO, MODO DE USAR
 
Case-se com alguém que adore te escutar contando algo banal como o preço abusivo dos tomates, ou que entenda quando você precisar filosofar sobre os desamores de Nietzsche.

Case-se com alguém que você também adore ouvir. É fácil reconhecer uma voz com quem se deve casar; ela te tranquiliza e ao mesmo tempo te deixa eufórico como em sua infância, quando se ouvia o som do portão abrindo, dos pais finalmente chegando. Observe se não há desespero ou insegurança no silêncio mútuo, assim sendo, case-se.

Se aquela pessoa não te faz rir, também não serve para casar. Vai chegar a hora em que tudo o que vocês poderão fazer, é rir de si mesmos. E não há nada mais cruel do que estar em apuros com alguém sem espontaneidade, sem vida nos olhos.
Case-se com alguém cheio de defeitos, irritante que seja, mas desconfie dos perfeitinhos que não se despenteiam. Fuja de quem conta pequenas mentiras durante o dia. Observe o caráter, antes de perceber as caspas.

Case-se com alguém por quem tenha tesão. Principalmente tesão de vida. Alguém que não lhe peça para melhorar, que não o critique gratuitamente, alguém que simplesmente seja tão gracioso e admirável que impregne em você a vontade de ser melhor e maior, para si mesmo.

Para se casar, bastam pequenas habilidades. Certifique-se de que um dos dois sabe cumpri-las. É preciso ter quem troque lâmpadas e quem siga uma receita sem atear fogo na cozinha; é preciso ter alguém que saiba fazer massagem nos pés e alguém que saiba escolher verduras no mercado. E assim segue-se: um faz bolinho de chuva, o outro escolhe bons filmes; um pendura o quadro e o outro cuida para que não fique torto. Tem aquele que escolhe os presentes para as festas de criança e aquele que sabe furar uma parede, e só a parede por ora. Essa é uma das grandes graças da coisa toda, ter uma boa equipe de dois.

Passamos tanto tempo observando se nos encaixamos na cama, se sentimos estalinhos no beijo, se nossos signos se complementam no zodíaco, que deixamos de prestar atenção no que realmente importa; os valores. Essa palavra antiga e, hoje assustadora, nunca deveria sair de moda.

Os lábios se buscam, os corpos encontram espaços, mas quando duas pessoas olham em direções diferentes, simplesmente não podem caminhar juntas. É duro, mas é a verdade. Sabendo que caminho quer trilhar, relaxe! A pessoa certa para casar certamente já o anda trilhando. Como reconhecê-la? Vocês estarão rindo.

Rindo-se.

Fonte: Diego Engenho Novo

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014




A chuva que cai lá fora,
É o equilíbrio para meu espirito,
O mergulho na sanidade!

Ah, mas tudo isso é bobagem,
Só quero ficar mais um pouco na cama,
Conferir as telhas do meu telhado,

Dormir, pensando em você,
E acordar com os pensamentos em você minha pequena.
Se é obsessão?
Talvez,
Apenas sei de uma coisa,
Que te amo minha doce pequena.

A chuva me transporta para o infinito que há em cada um de nós,
Transporta-me para minha mente,
Que não mente as verdades poéticas que recito,

Amo me perder no turbilhão de léxicos que na minha mente se encontra,
Amo juntar cada um,
Formar uma frase,
Uma estrofe,
Assim,
Boba,
Talvez tola.

Amo me perder no telhado,
Amo ouvir o barulho da chuva,
Amo os segredos que elas revelam em todos os pingos lá fora.

A chuva para mim,
É uma eterna e infindável poesia,
Da qual me fascina e sempre fascinou,
Poesia da qual me deixa reflexível,
Na magnitude de cada respingo!

Autor: Kaype Luigi
           (Pekay Gilui)

Algumas pessoas me perguntam,
Para que escrever?
Bom, escrever por escrever,
Sim, nem sei direito o porquê eu escrevo poesias,

Escrevo para me sentir vivo,
Para extravasar o que não cabe dentro do meu âmago,
Escrevo por gostar de escrever,

Antes tinha um motivo em especial,
Hoje, escrever se tornou um hobby,
Escrevo para tornar eterno meu nome,
Por mais que ninguém ligue para isso,

Escrevo para dar vida,
Para realizar o desejo daqueles que sopram em meus ouvidos,
Escrevo por gostar,
Por gostar de fazer arte,
Sim, fazer arte da parte que me completa,

“De um lado a poesia, o verbo, a saudade
Do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim”,
Sim, no fim disso tudo.

A poesia é minha arteterapia,
Que me ajuda a não surtar,
É meu passa tempo das horas que não tenho mais o que pensar,
É Meu refugio,
É Meu reencontro com o rei,
Sim, o rei que habita dentro de mim,
No meu mundo,

No mundo chamado “loucocidez”,
Do qual eu posso surtar sem que me rotulem como qualquer patologia babaca,
Sim, no mundo onde eu sou o dono,
E quem entra nunca mais sairá,
O mundo do qual eu rogo para ser esquecido dentro dele,

Se é refugio?
Sim, claro que é!
O refugio do qual eu encontro com meu ser espiritual,
E imaterial,
Refugio esse chamado minhas poesias!

Autor: Kaype Luigi
           (Pekay Gilui)

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014


Foto do Fotografo Arthur Frederico
 
Flores,
Bom, eu amo as flores,
Amo a forma delicada,
Assim igual a sua pele macia,

Eu aprendi com as flores,
Aprendi a te amar doce poetisa,
Sim, com as flores,
Aprendi a te amar,

Flores que sorriem para mim,
Pela manhã no jardim de casa.

Apenas duas coisas aprendi a amar,
Minhas flores, e você.

O zelo dela é lindo,
O jeito de como ela cuida de mim,
O jeito único.

Amo as manhãs chuvosas,
Para ficar até mais tarde com você minha flor,
Deixe-me fecundar sua mente,
Assim como você fecunda a minha,
Com seu grão de pólen.

Fica mais um pouco,
Não quero levantar ainda,
Permita-me sentir suas pétalas,
Novamente em meu rosto,
Seja minha pela manhã,
Pois eu serei seu até o fim não ter fim!

Autor: Kaype Luigi
             (Pekay Gilui)

domingo, 2 de fevereiro de 2014




A tarde se aproxima de nós minha flor,
E eu e você estamos aqui,
Juntos, nesse parque ecológico.

A cada caricia trocada,
A cada beijo seu,
Os pássaros cantam,
As folhas dançam,
Celebrando nossa união.

O vento que toca nossos rostos,
Avisando mais uma chuva da tarde,
É como se ele nos beijasse.

Suas pernas por cima das minhas,
Suas mãos acariciando meu rosto,
Você, fazendo com que eu me sinta vivo,
Você me fazendo existir a cada toque seu.

A cada toque sinto seu amor,
Sinto o respirar de seus poros.

A cada momento perto de ti,
Eu existo,
Existo em vida literária,
E vida biológica.

Doce donzela,
Doce poetisa,
Que me ajuda a ser quem eu sou,
Seja minha até o fim não ter fim!

Autor: Kaype Luigi
               (Pekay Gilui)